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Um encontro com Aliu Barri

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Cobiana Jazz
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“Voz de Cabo Verde” com Luís Morais e Bana.
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Endereço físico (não postal!)
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“Voz de Cabo Verde” com Luís Morais e Bana.

Tocamos aqui em Bissau. Talvez por nós termos muita influência porque nós desde que começamos a tocar, ganhamos fama grande. Qualquer artista que vinha tocar aqui em Bissau para mobilizar o público, nós temos que ir. Porque caso contrário, ele não consegue e em Cabo Verde mesma coisa: tocamos melhor que qualquer um desses conjuntos. Portanto, o “Voz de Cabo Verde”, “Tubarões” e “Buli Mundo”, com esses, nós tocamos tanto aqui como em Cabo Verde. Mas eles reconheciam a nossa superioridade porque depois de sairmos de Cuba tocávamos muito bem. Éramos dez e eu era chefe de orquestra ritmista. Tínhamos dois, três sopradores: Armando, Carlitos e Francisco Sanhá são sopradores, tenho Rui Perdigão na viola baixo, Narciso Rosa Mendes na viola solo, Francisco Frederico da Silva – chamamos “Pantcho” – , (cantante), “Tunu” (cantante). Fazíamos sucesso em qualquer outra parte. Só que depois do 14 de Novembro 1980 senti que não valia a pena estar a perder tempo. Porque quando eu vim de Cuba, o governo nomeou-me como Director das Artes e Cenas [1978 – 1980]. Mas apesar disso não sentia bem com isso. Sai, fui trabalhar na minha propriedade, estando mesmo na minha propriedade.

Naquela altura [em 1986] que eu preparei esta gente, eu convoquei Roger Moreira e “Janota”. Levei-os lá em Buba ao pé da minha propriedade. Pedi uma instalação com luz. Pus lá uns materiais. Ensaie-os três meses. Quando vieram aqui, foram os melhores, foram os melhores até que tiveram oportunidade de ir fazer músicas em Portugal. Agora estão lá.

Com o José Carlos nós tocamos até 1975. Quer dizer, no festival que fizemos na concorrência [em 1976] que se fez com todos os conjuntos, José Carlos já não tocava. Foi nesse concurso que nós ganhamos primeiro lugar e fomos concedidas essa bolsa, bolsas para Cuba. Fizemos lá quase três anos a estudar música em privilégio de concurso. Porque disseram quem ganhasse o concurso tinha direito a uma bolsa para estudar a música. Nós ganhamos. Beneficiamos da bolsa e fomos estudar na Cuba três anos de música. Mas nesta altura, o José Carlos não estava na “Cobiana” mas a maratona do “Cobiana”. Foi na altura em que eu e José Carlos tocávamos juntos antes da nossa prisão e um ano depois da independência em 1975, não creio, que seis meses depois da independência. Seis meses depois fizemos grandes sucessos mas dividimos. Ele ficou a trabalhar sozinho e eu continuei com orquestra assim.